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07/04/2021 especial

Quando os números se tornam nomes

Uma saudade com mais de 2 milhões de faces.

A pandemia de Covid-19 tem sido uma pauta recorrente de todos os jornalistas do mundo no último ano. Quando a doença atingiu o nosso País, lembro-me de estarmos fechando a primeira edição de 2020 da FV e confesso que não imaginei que a primeira edição de 2021 traria novamente esse tema. Na época, estávamos sensibilizados com a quantidade de vítimas fatais que o vírus deixava pela Ásia e Europa. Quando atingiu as Américas, ficamos assustados, mas ainda assim parecia algo distante. Hoje, o novo Coronavírus tem chegado cada vez mais perto, sendo até difícil encontrar uma pessoa que não conheça alguém que tenha sido acometida por ele. Conforme os números foram aumentando, o descaso parece ter crescido na mesma proporção, e me pergunto como podemos ficar dessensibilizados perante uma realidade tão triste? Quando foi que preferimos desligar a TV por “não aguentar mais escutar tanta tragédia”? Em qual momento paramos de confiar na ciência e na seriedade dos profissionais da saúde e preferimos tratar sobre as vidas de forma fria e política? Foi quando perdemos 10 pessoas em uma semana ou quando morreram 3.368 brasileiros em apenas 24 horas – o equivalente a uma morte a cada 25,6 segundos? Foi quando o primeiro paciente precisou ser intubado ou no momento em que o sistema de saúde entrou em colapso e centenas de pessoas ficaram sem leito disponível nos hospitais?

Foi em uma sexta-feira, durante uma entrevista para essa mesma matéria, que recebi a notícia que meu pai, Juacir Pereira de Souza, estava internado e os médicos cogitavam intubação. Assim que possível, corri até o hospital para dar apoio à minha mãe, que com as mãos trêmulas e a voz em tom de desespero, não permitiu que eu a abraçasse e lhe transmitisse o mínimo de conforto, para mim e para ela. “Posso estar contaminada”, ela disse.

A espera foi dura. Recebíamos uma ligação diária, aguardada ansiosamente, com relatos dos médicos sobre o estado do meu pai. A primeira aconteceu perto das 20h. A segunda, veio às 14h20 do dia seguinte. As pernas amoleceram. Por que ligariam tão cedo dessa vez? Nessas horas, abandonamos a racionalidade e, mesmo que já tenhamos descrito essa mesma situação tantas vezes, é completamente diferente quando acontece conosco. Os medicamentos tratavam uma pneumonia bacteriana para que os pulmões voltassem a funcionar sem ajuda mecânica. Depois, a sobrecarga atingiu o coração. A cada ligação, meu irmão, responsável por receber as informações, agradecia imensamente os esforços da equipe médica e desejava, em nome da nossa família, que eles tivessem forças para lidar com esse trabalho tão árduo e importante. Na manhã da quarta-feira, apenas cinco dias após a internação, recebi a temida ligação com a pior notícia da minha vida. Meu pai havia falecido por uma parada cardíaca.

Em prantos e sem tempo para processar a informação, minha maior preocupação era com a minha mãe, como ela receberia essa notícia, como seria para ela não poder se despedir do amor da sua vida, como seria para ela aceitar esse final sem vacilar em sua inabalável fé?

Quando cheguei ao hospital, pedi para vê-la, mesmo sabendo que não poderia passar – como disse, deixamos de ser racionais nessas horas. E o semblante tristemente compreensível do atendente me fez indagar mentalmente quantas vezes, nos últimos meses, ele deu essa mesma resposta negativa.

O que veio depois não foi nada fácil. Os trâmites legais para liberar o corpo para o enterro, o velório que não aconteceria pelos protocolos de segurança, os inúmeros telefonemas, os tios que não poderiam vir se despedir, as condolências, as perguntas curiosas, o caixão fechado que não permitiu que eu o visse uma última vez, o adeus apressado e doloroso.

No dia seguinte, 11 de março de 2021, quando recebi o boletim epidemiológico diário da Prefeitura de Chapecó, Juacir Pereira de Souza, meu pai, se tornou o homem de 67 anos com comorbidades que era incluído nas estatísticas do Hospital Unimed. Ele foi um dos oito óbitos registrados naquele dia, somando aos 388 chapecoenses vítimas da Covid-19, até então.


Um luto compartilhado

Até o dia 28 de março, apenas 18 dias depois, já saltamos para 509 óbitos em Chapecó, tornando-nos o segundo município catarinense com maior índice de mortalidade pelo novo Coronavírus, atrás apenas da capital Florianópolis (726). Dessas mortes, 123 ocorreram durante todo o ano de 2020 e 386 foram apenas no primeiro trimestre de 2021. Para a médica gastropediatra e coordenadora do pronto-atendimento infantil do Hospital Unimed Chapecó, Margarida Winckler, o que os profissionais da saúde têm vivido para combater a doença é completamente assustador.

“Parece que estamos reaprendendo, tudo de novo, o que vivemos no ano passado. Complicou de uma maneira que nos deixou perplexos. A doença está muito mais rápida e a sua gravidade avança de forma exponencial. A transmissão, a sua potencialidade de passar de uma para outra pessoa é maior”, enfatiza.

Essa agressividade, segundo pesquisadores, se dá pelas mutações do vírus, a capacidade de adaptação que criou uma nova cepa, mais violenta e resistente, o que levou ao colapso no sistema de saúde brasileiro. Sobrecarga nos hospitais, falta de leitos disponíveis, escassez de medicamentos e, para somar a tudo isso, falta de bom senso da população. “Uma coisa que fico estarrecida é como repetimos tanto algo e as pessoas ainda não seguem. Não adianta de nada saber que a máscara me protege e não usá-la corretamente. Se não aprendermos a respeitar o próximo e viver em sociedade, não sei o que irá sobrar de nós”, desabafa Dra. Margarida.

A gastropediatra acompanha e monitora toda entrada de crianças e adolescentes no Hospital Unimed e aponta um aumento considerável de infecção nessa faixa etária. Durante os meses de janeiro e fevereiro de 2021, foi registrado o mesmo número de casos positivos de Covid-19 em pacientes com menos de 18 anos que todo o ano de 2020, 93 jovens. Além do índice, as manifestações também foram mais severas. “Antes se pensava que quem estava em risco eram os idosos, as pessoas com enfermidades, pacientes com a saúde frágil, e agora vemos que não. Não tem mais diferenciação de idade, posso me achar ‘saudável’ e de repente não sou mais. Muitas pessoas vão sobreviver e ficarão com sequelas importantes. Então nunca mais vamos voltar ao nosso ‘normal’, teremos que aprender a nos reinventar”, alerta a médica.


Em Chapecó foram buscadas alternativas para atender a demanda crescente de pacientes necessitados de internação e atendimento. No dia 14 de fevereiro, foi decretado colapso na saúde do município, época em que 100% dos leitos de UTI Covid estavam ocupados na cidade, com pacientes transferidos para cidades vizinhas para receber tratamento contra o novo Coronavírus. A situação ganhou atenção nacional, com visita do então Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para discutir, junto aos governos municipal e estadual, quais ações tomar. Em 22 de fevereiro, um novo decreto instalou um lockdown parcial – fechando comércio, academias, lotéricas, parques, praças e anunciando “toque de recolher”, das 22h até às 5h.

Administração Municipal, universidades e instituições privadas uniram esforços em busca de medicamentos, respiradores, profissionais capacitados para atuar na linha de frente e abertura de novos leitos hospitalares. “É uma demanda extraordinária de insumos e, infelizmente, encontramos dificuldades nisso, porque o Brasil inteiro precisa. Não é mais somente questão de recursos, é a questão de não existir os produtos necessários para atender a todos”, afirma o secretário de Saúde de Chapecó, Luiz Carlos Balsan.

Conforme explica o secretário, a nova onda da doença veio como uma avalanche para a região Oeste de Santa Catarina. “Criamos ambientes para dar essa resposta ao tratamento à Covid-19. Tivemos que aumentar os leitos, transformando os ambulatórios de unidades de passagem em ambientes hospitalares”, explica Balsan.

O Hospital Regional do Oeste (HRO) – referência da região, que atende uma população de 1,3 milhão de pessoas, abrangendo os municípios do Oeste catarinense, Sudoeste do Paraná, Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul – também teve a sua capacidade ampliada, de 20 para 108 leitos de Covid-19, no início de março, segundo o secretário municipal de Saúde. Até o Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes se tornou um Hospital de Campanha, com 20 leitos de UTI e 75 de enfermaria. “Agora precisamos fazer com que essa curva seja diminuída. O lockdown parcial decretado no final de fevereiro e início de março, contribuiu para a diminuição da procura pelos hospitais, mas não no agravamento da doença. É preciso avaliar os outros lados, porque pode gerar outra pandemia, na questão da ansiedade e do empobrecimento do município. Mas as pessoas precisam fazer a sua parte e ajudar. É uma questão de bom senso e organização em uma situação de emergência”, reflete Balsan, que percebe na vacina a grande solução para essa pandemia. “Vejo muitos questionamentos em relação à sua eficácia, mas é a única ferramenta disponível que possa dar um resultado. Porque as drogas utilizadas para o tratamento são medicamentos comuns, com relação direta nos sintomas, mas não com a doença. O único recurso eficaz oficial que temos para a Covid-19 é a vacina. Os demais, não temos comprovação científica definida que vai resolver o problema”. 


Uma luz no fim do túnel

Perante um desafio sem precedentes, o mundo inteiro uniu esforços contra um inimigo em comum. Milhares de laboratórios, cientistas, pesquisadores e médicos trabalharam incansavelmente em busca de uma forma de frear a ameaça do vírus Sars-CoV-2 e, em menos de um ano, surgiram vacinas como alternativa de contenção dessa disseminação. Para alguns, a extrema rapidez foi alvo de desconfiança, para a comunidade científica, um feito exemplar. Publicado na revista norte-americana Science como a descoberta do ano, a vacina só aconteceu graças ao investimento financeiro massivo e ao uso de novas tecnologias. Em abril de 2020, a empresa chinesa Sinovac Biotech divulgou resultados positivos de uma vacina testada em macacos. Em julho, empresas e universidades anunciaram a realização de testes em um número grande de voluntários dos países mais atingidos pela pandemia, incluindo o Brasil.

Na busca por um imunizante para a Covid-19, a Science também destacou o uso de tecnologias totalmente novas, como a de RNA mensageiro. Nessa técnica, cientistas criam uma parte genética do vírus em laboratório para ser usada no imunizante, uma pequena partícula responsável por provocar a produção de anticorpos protetores no organismo humano. As empresas norte-americanas Moderna e 42 Pfizer apostaram nessa abordagem e foram as primeiras a apresentar os resultados da fase final de testes clínicos, com dados mais positivos do que o esperado.  

A pós-doutora em Bioquímica e Imunologia e coordenadora Acadêmica da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Gabriela Gonçalves de Oliveira, crê que a desconfiança vem da desinformação.

“A pesquisa para vacinas ocorre há décadas, portanto, o desenvolvimento desse imunizante em poucos meses, um ano, na verdade é fruto de pesquisadores trabalhando há muito tempo desenvolvendo a técnica para isso. Temos pandemias há séculos, a Gripe Espanhola, de 1918 a 1920, por exemplo, matou 50 milhões de pessoas. Sabe-se que, periodicamente, ocorrem pandemias, como foi também com a H1N1, em 2009. Portanto, quando surgiu o Coronavírus, a técnica já estava estudada e montada, então foi uma questão de levar da bancada para um nível industrial, em larga escala”, explica a PhD.

Em meio a fake news desacreditando as vacinas, negacionismo minimizando a pandemia e falta de cuidados por parte da população, o Brasil se tornou o país com o maior número diário de mortes por Covid-19, desde 5 de março de 2021, quando ultrapassou os Estados Unidos. Com as variantes do vírus, o alto nível de transmissão e a demora em vacinar a população, fica difícil prever quando estaremos seguros. “A vacina é uma grande aquisição da medicina para a humanidade, e tivemos a erradicação de doenças que matavam milhares de pessoas, como a varíola, por causa dela. A saúde não pode ter esse nível de polarização, deveríamos pensar de uma forma neutra, pois estamos lidando com vidas. No caso da Covid-19, o que podemos afirmar hoje, é que a vacina diminui o risco de ficarmos em um estado muito grave da doença, e isso já ajuda em muito o que estamos passando. Quanto mais pessoas vacinadas, mais teremos o controle da transmissão”, enfatiza Dra. Gabriela. 

Para o pós-doutor em Ciência do Movimento Humano e coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Unochapecó, Clodoaldo Antônio de Sá, a gravidade, intensidade e escala do que estamos vivendo contribuíram para o avanço nas pesquisas. “O que as pessoas não entendem, especialmente a comunidade leiga, é que uma coisa é pegar uma doença que não está afetando o mundo todo e desenvolver cada etapa da vacina, passando fases de ensaio, até poder testar em um número significativo de pessoas para comprovar a eficácia. Isso, realmente, demoraria muito tempo. Mas quando se tem centenas de milhares de laboratórios testando milhares de pessoas ao mesmo tempo no meio da pandemia, pessoas expostas ao vírus, o processo anda muito mais rápido. Da forma que estamos vivendo, é possível aplicar a vacina em um grupo de pessoas e não em outro e verificar se ela protege ou não. Em outras circunstâncias, isso demoraria a acontecer”, explica, didaticamente.

De acordo com o pesquisador, a falta de critério da população em se automedicar também é um fator alarmante. “Tem nos preocupado as pessoas tomando drogas sem prescrição médica e em doses completamente erradas. As drogas foram desenvolvidas para tratar uma determinada patologia, cujo efeito colateral é menos danoso que a doença em si. Mas quando mudo o foco do medicamento para outra finalidade, posso não ter o resultado esperado na doença, mas os efeitos colaterais continuam ali. E está nisso a principal dificuldade das pessoas entenderem. Nós não ‘acreditamos’ na ciência, ela não é uma fé, mas sim uma certeza, pois ela nos prova que algo dá certo, através de estudos com grupos e resultados imparciais. Então falta, para a população em geral, compreender e discernir o conhecimento científico de opiniões pessoais. E temos que reconhecer que nós, enquanto pesquisadores, precisamos tornar a pesquisa mais acessível”, reflete Dr. Clodoaldo.

Seres sociais aprendendo a viver em sociedade

Uma unanimidade entre os entrevistados desta reportagem, percebe-se que as ondas da doença vêm depois de grandes eventos, como festas de fim de ano, férias, carnaval ou depois que o time de futebol ganhou e houve grande comemoração. Somos seres sociais que precisam interagir entre si, e é difícil esperar empatia enquanto estamos enxergando apenas números e não nomes. Vemos, portanto, dois fatores associados ao aumento exponencial de casos severos do Coronavírus: o relaxamento das medidas protetivas e a mudança de comportamento da própria doença. Isso é o que conclui a imunologista e doutora em Ciências Médicas, Leda Sandrin.

“O Programa Nacional de Vacinação e a rede de imunização no Brasil são fantásticos! Porém, é uma soma de fatores. A vacina é cara, o Brasil é continental, o dinheiro é curto e a organização é pequena, sem contar que o fator comportamental é bem complicado”, opina a médica.

Com uma população de mais de 212 milhões de habitantes e pouco mais de 17,52 milhões de doses aplicadas até o dia 27 de março de 2021, o Brasil está em quinto lugar no mundo em números absolutos de vacinação, porém, quando falamos em proporcionalidade, ou seja, na população inteira, caímos para 72º neste ranking. Este levantamento é realizado pelo Our World in Data, com informações de 145 países, organizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, do Reino Unido. Segundo os cálculos dos cientistas da instituição britânica, apenas 6,3% do maior país da América Latina recebeu ao menos uma injeção de imunizante.

A BBC News Brasil fez uma estimativa de quando cada parcela da população brasileira deverá ser vacinada, de acordo com o que tem sido feito, a disponibilidade e o ritmo do calendário de imunização, e constatou que até setembro de 2021 devemos terminar o grupo prioritário – subdividido em 29 categorias, entre elas idosos, adultos com comorbidades, profi ssionais de saúde, pessoas em situação de rua, presos, trabalhadores da educação, agentes de segurança, motoristas de ônibus e caminhoneiros – que soma 77,3 milhões de pessoas. Para vacinar esse grupo inteiro, portanto, seriam necessárias 154 milhões de doses. Considerando as vacinas já aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esse montante estaria disponível até junho deste ano, se não houver atrasos na entrega, fabricação ou distribuição. 

De acordo com a publicação, ainda não está claro como transcorreria a vacinação de adultos sem comorbidades (a partir de outubro), mas ela deve seguir os mesmos moldes atuais. As pessoas seriam divididas também em faixas etárias e imunizadas em ordem decrescente, com os jovens por último. No cenário atual, pessoas com menos de 25 anos devem se vacinar só em 2022.


O ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19, no Senado, no dia 25 de março, defendeu que apenas a vacinação em massa dos brasileiros, associada a um isolamento “mais inteligente e seletivo”, será capaz de garantir a sólida retomada da economia. “Se nós conseguirmos vacinar 1 milhão de pessoas por dia, é possível que, em 60 dias, nós tenhamos um novo horizonte completamente diferente pela frente: um país que pode retomar o crescimento”, avaliou Guedes. Em março, no entanto, a taxa de vacinação diária do País variou de 22 mil a 500 mil doses.

De acordo com o Governo do Estado, Santa Catarina aplicou 639.223 doses da vacina, até o dia 26 de março. Destas, 508.899 correspondem à primeira dose (D1) e 130.324 à segunda (D2). O município de Chapecó, até o dia 28 de março, vacinou 18.304 pessoas com a primeira dose e 6.181 com a segunda.

“O sistema imune tem especificidade e memória. As vacinas que temos hoje para a Covid-19 são, em sua maioria, fabricadas de vírus inativado; ou de partículas virais; ou são feitas com pedaços genéticos que instruem a sua célula a produzir partes similares ao vírus e ‘enganar’ o sistema imune a produzir anticorpos. Outra característica do vírus é sua mutação, então estudos de resposta imune determinam quantas doses são suficientes, se uma basta ou se necessita -se um ‘buster’ para reestimulação, que seria a segunda dose”, explica Dra. Leda.

Em relação a eficácia da resposta, ainda observa-se seu funcionamento. “Não sabemos ao certo por quanto tempo teremos a imunidade contra a doença, após a vacina, porque faz pouco tempo que começamos a vacinar e o vírus ainda está circulando muito. A resposta imune demora cerca de 15 dias após a aplicação da segunda dose e, para quem já teve o Coronavírus, a imunidade não é permanente, é de cerca de seis meses. Portanto, o uso da máscara e o distanciamento social devem continuar, mesmo após a vacinação”, informa a imunologista.

Lidamos com inconstâncias, onde a única certeza que temos é que estamos todos passando por isso juntos. A pandemia afetou a todos nós, de uma forma ou de outra. Seja economicamente, na saúde física e mental ou na perda de alguém próximo. É o momento de termos empatia e solidariedade, cuidar de nós para que cuidemos dos outros. Não podemos cair em desespero, mas também não podemos nos anestesiar à realidade que nos rodeia. Não estamos sós na dor que sentimos, ela é partilhada por milhões de pessoas. E, infelizmente, esse número será ainda maior quando esta revista estiver impressa e você estiver lendo essa matéria.

AUTORA

Carol Bonamigo

Jornalista, especialista em Cinema e Realização Audiovisual, viciada em cultura pop e enófila de carteirinha.
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