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03/07/2021 comportamento

Saúde Canina

Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina: o que é?

O Marquês de Maricá uma vez disse: “Ninguém se pode queixar da falta de um amigo, podendo ter um cão", e ele não poderia estar mais certo! Cães são nossos companheiros fiéis, que transbordam amor e alegria todos os dias, ensinando a nós humanos o verdadeiro significado de companheirismo. Não é à toa que ter um amigo de quatro patas em casa é extremamente comum e até mesmo recomendado por especialistas. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em 2019, 46,1% dos lares brasileiros possuem um cachorro, o que representa cerca de 38 milhões das residências do País. 

Uma das principais questões de se ter um cachorro em casa é seu treinamento, em que se faz importante ensinar o cão a se comportar no meio humano. E você sabia que com o envelhecimento, pode surgir a Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina? 

“A Síndrome é uma doença que afeta o sistema nervoso central dos animais”, explica Lúcia Helena Franco, especialista em comportamento canino, da Dog Show Chapecó – escola de educação canina. Ela ainda pontua que a Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina é uma condição muito parecida com a doença de Alzheimer. “Quando os cachorros chegam em uma certa idade, o cérebro deles começa a se deteriorar, tal qual o de um humano. Por isso, os cachorros idosos são o principal grupo de risco da doença”.

É preciso lembrar que o envelhecimento dos cães é diferente do nosso e varia conforme o porte do animal. “Quanto maior for o cachorro, mais rápido é o seu envelhecimento”, salienta Lúcia, que denota a importância de estar atento aos sinais que possam indicar a chegada da doença. “Alguns sintomas são: a alteração na rotina de sono do animal, fazer as necessidades fora do lugar habitual, o cachorro parecer perdido dentro de casa, não obedecer mais aos comandos dados, esquecer que se alimentou ou bebeu água, entre outros”, pontua. 

Infelizmente, assim como o Alzheimer, a Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina não possui cura. “Por se tratar de um campo novo de estudo, muito pouco da doença foi desvendado pela medicina, o que não diminui a importância do diagnóstico”, frisa Lúcia. A especialista explica que o diagnóstico é realizado por meio do histórico médico do pet e dos sinais clínicos apresentados. “A consulta pode descartar outras doenças que possam estar causando sofrimento ao cachorro, portanto é crucial manter os check-ups em dia”, acrescenta. 

Apesar de não haver cura, a doença pode ser postergada com o uso de alguns medicamentos e de medidas de estimulação cognitiva. Ademais, mudanças simples podem garantir mais tempo de vida ativa e saudável para seu cachorro. “É indicado o uso de vitaminas e antioxidantes específicos que podem ser receitados por um médico veterinário especialista. Mas até mesmo mudanças na dieta do animal, no ambiente e no manejo do cachorro podem ajudar nesse processo”, finaliza. 

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