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09/09/2021 comportamento

Porta-voz dos animais

No dia 9 de setembro, é comemorado o dia dos profissionais que estabelecem a comunicação entre duas espécies que não falam a mesma língua, os médicos e médicas veterinários!

Muito mais do que diagnosticar e tratar doenças, o médico veterinário precisa ser empático. É através da troca de olhares entre o animal e o profissional, da percepção de movimentos e sinais, que ele traduz expressões, sentimentos, dores e angústias dos bichos. E o que muitos nem imaginam é que sua atuação vai muito além da saúde animal. Isso porque, ao desempenhar seu trabalho em áreas voltadas para a produção – como o desenvolvimento de novas vacinas, rações e a fiscalização de matérias-primas em indústrias alimentícias e têxteis que usam produtos de origem animal – e também para o controle de zoonoses (doenças transmitidas de animais para humanos), os profissionais da medicina veterinária têm papel fundamental na saúde de toda a população.

Uma das especialidades da medicina veterinária e, por vezes, desconhecida, é a que Lúcia Helena Maia Franco escolheu cursar há mais de 13 anos, o Comportamento Canino. Médica veterinária há mais de três décadas pela Universidade de São Paulo, ela está à frente da escola de educação canina Dog Show Chapecó, que ao longo dos quase 16 anos de atividades, conta com mais de 4.000 alunos educados.

Lúcia explica que o profissional especialista nesta área tem o papel de compreender questões comportamentais do cão e buscar alternativas cientificamente comprovadas para tornar a relação entre o pet e os tutores mais harmoniosa. “Os cães demonstram o que sentem através de expressões faciais, postura corporal, movimento do rabo e emissão de sons. Compreendendo a linguagem deles, é possível ajudar a família a entender seu pet e, a partir disso, criar possibilidades para tornar a comunicação com os animais mais tranquila e saudável para ambos”.

Dúvida que algumas famílias têm é em relação a quando buscar um(a) especialista em Comportamento Canino. “O ideal é nos procurar antes mesmo de adotar o animal ou decidir ter mais de um filhote. Conhecendo o estilo de vida dos tutores, seus anseios e o ambiente que dispõem para a criação do cachorro, é possível orientar e propor condições adequadas para receber o novo membro”, explica.

Geralmente, o que acontece é que o tutor procura orientação apenas quando já está com o filhote ou até mesmo quando o cão é adulto, com comportamentos já estabelecidos e ainda achando que o único "culpado" pela desarmonia é o cachorro. A especialista reforça que cães de qualquer idade, porte e raça podem ser adestrados. “Mas é importante receber a orientação o quanto antes, para prevenir comportamentos que não são adequados para o ambiente humano e também oportunizar melhor qualidade de vida ao animal”. Lúcia finaliza fazendo um alerta: “Lembrando que estamos no mês de maior discussão sobre a saúde mental e não podemos esquecer que cães podem enfrentar estados ansiosos e depressivos, assim como os humanos. Ao perceber mudanças no comportamento do seu pet, consulte um(a) especialista para fazer o diagnóstico e orientar sobre o tratamento adequado”.

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Revista Flash Vip, contando histórias desde 2003.
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