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18/12/2020 guia cultural

Tech: criador conteúdo

Como essas redes evoluíram, quais conceitos mudaram e quais serão os próximos passos dessa mescla entre o social e o digital.

Na edição passada, falei aqui um pouco sobre a história das redes sociais e sobre como elas vêm nos influenciando desde sua criação. Vimos que elas foram criadas com o propósito de conectar pessoas conhecidas e também vimos como os likes e as hashtags passaram a ter uma importância concreta na maneira como nos relacionamos. Nesta edição, quero explorar o que vem mudando nos últimos anos. Como essas redes evoluíram, quais conceitos mudaram e quais serão os próximos passos dessa mescla entre o social e o digital.

Depois de anos nos aproximando dos familiares, colegas de trabalho e antigos companheiros de escola, tivemos o boom do compartilhamento. Além de conversar sobre o dia a dia e trocar mensagens com nossos contatos, as redes sociais aos poucos nos trouxeram a capacidade de repostar e comentar conteúdo produzido por outras pessoas. Pouco a pouco, passamos a compartilhar e receber notícias, imagens, opiniões, memes e vídeos de gatinhos em nossas timelines. 

Com essa explosão de conteúdo, as empresas perceberam uma excelente oportunidade de mudar os rumos do marketing como um todo. Medindo a quantidade de interações com um determinado tipo de post, por exemplo, ficou muito mais fácil de direcionar publicidade – e de uma maneira muito mais efetiva – ao segmento de público que engaja com aquele material. 

E foi para essas pessoas que as empresas por trás das redes sociais voltaram seus olhos. Elas começaram a oferecer incentivos (além do mero número de likes ou comentários) para que os usuários produzam cada vez mais conteúdo, seja sobre seus interesses, seu cotidiano ou até sobre assuntos comentados na semana. 

As plataformas de vídeo foram as primeiras a surfar essa onda. O YouTube (comprado pela Google em 2006) e o Twitch (comprado pela Amazon em 2014) saíram na frente ajudando esses criadores a monetizar seus vídeos e lives com propagandas, criando uma nova maneira de gerar engajamento – e de ganhar dinheiro. 

O Instagram (comprado pelo Facebook em 2012) também oferece cada vez mais ferramentas para que seus usuários aumentem sua visibilidade perante os curiosos olhos de seus seguidores. Filtros vídeos, animações, músicas e outras ferramentas de edição permitem um conteúdo cada vez mais rico e cativante. 

O mais recente player nesse mercado, a chinesa ByteDance, percebeu essa tendência e já entrou no mercado prometendo capitalizar nessa vantagem. Em 2016, a empresa lançou o TikTok, a rede social com o crescimento mais rápido da história, atingindo 1 bilhão de usuários em 2019 – apenas três anos após seu lançamento. E todo esse sucesso se deve ao foco da rede social em ferramentas para produção de conteúdo, algoritmos de recomendação e foco no engajamento entre os usuários. 

E você, também se tornou criador de conteúdo nessa pandemia? Quais são os criadores que você segue? Deixe um story comentando e marcando @fvnasredes pra gente ficar sabendo!

AUTOR

Rodrigo Cavichioli

Colunista convidado da FV, é entusiasta de inovação e experimentação, busca fazer a ponte entre a alta tecnologia e as relações humanas.
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