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19/06/2020 guia cultural

Tech: Transformação digital na pandemia

Há alguns anos já se fala bastante sobre a Transformação Digital e a modernização da sociedade e das nossas relações. O que não imaginávamos é que seríamos obrigados a aderir a ela de forma tão rápida e repentina.

A pandemia da Covid-19 causou um impacto econômico e social muito maior do que estávamos preparados para suportar, atingindo rapidamente todos os setores da sociedade. E, junto com este impacto, também estamos mudando os nossos hábitos. Estamos aprendendo maneiras diferentes de nos entreter, nos educar, trabalhar e consumir. Trago aqui três mudanças que serão permanentes, mesmo após a crise.



Compras online

Bares e restaurantes já vinham aumentando a presença online através de aplicativos de entrega. Com as medidas de distanciamento social, não são apenas estes negócios que podem se beneficiar da presença online. Lojas e comércios menores que já possuem presença online – seja um website próprio ou mesmo redes sociais como o Instagram – estão tendo a possibilidade de seguir atendendo seus clientes. E essa comodidade de comprar sem sair de casa está se tornando um hábito tão forte entre os consumidores que será difícil de ser superado após a pandemia.


Meios de pagamento digitais

Bancos digitais e aplicativos de pagamentos – PayPal, Picpay e demais – vêem um grande aumento de popularidade à medida em que os consumidores procuram por alternativas às agências bancárias lotadas e ao dinheiro de papel, que além de ser inseguro e difícil de lidar, pode aumentar a taxa de contaminação pela Covid-19. Oferecer novas formas de pagamento mais práticas e sem contato pode ser uma excelente aposta no futuro próximo, e um diferencial na hora de receber pelas suas vendas.


Videoconferência e streaming

Além do trabalho remoto, já mencionado em outra edição desta coluna, os consumidores estão procurando os mais variados tipos de atendimento através de videoconferência. De aulas de yoga e cursos online a consultas com médicos e psicólogos, nota-se uma tendência cada vez maior à preferência pelas interações à distância. A presença física limita-se a situações que não são possíveis de resolver remotamente, como tratamentos médicos e cirurgias.


Todos esperamos que a sociedade volte à normalidade o mais rápido possível. Mas é inegável que a crise nos faz experimentar novos comportamentos, e vários deles podem ter chegado de forma permanente. Os negócios que conseguirem se adaptar prontamente a esses novos hábitos poderão não somente ter uma recuperação mais rápida após a crise, mas também sofrer um impacto menor durante ela.

AUTOR

Rodrigo Cavichioli

Colunista convidado da FV, é entusiasta de inovação e experimentação, busca fazer a ponte entre a alta tecnologia e as relações humanas.
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