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31/05/2022 andarilho

Paisagem urbana em Concórdia

A Rua do Comércio na transitoriedade do tempo e do espaço

No pique de terra batida, os caboclos cruzavam a pé. Mulas, cavalos e bois. Sobre a ponte de pedra, desviavam do rio que irrigava o pasto. Vieram as carroças e os outros veículos. A colonizadora estava aqui. Desde que os lotes foram demarcados, a Colônia Concórdia desenhava as ruas que até hoje estão. Avenida Mosele, Ahrons e Eberle. Hoje, Mosele, Maruri e Marechal. Largo Rio Branco. Anita Garibaldi. Rua do Comércio.

Os pioneiros do comércio abriram os caminhos para que as próximas décadas continuassem a prosperar. A rua recebe novos espaços de convívio, como o Clube Aliança. A Willys, a Casas Arendt, a Colonizadora Rio Branco, a Lojas Biezus. São comércios e serviços representativos para a época.

Com o crescimento da cidade impulsionado pela indústria Sadia, Attilio Fontana cria novos espaços para atender a população, espalhando pela cidade equipamentos como o mercado, a rádio, o Clube Ser Sadia e o Hotel Alvorada, na Rua do Comércio, sendo este o primeiro hotel pensado para receber visitantes que exigiam um maior padrão de conforto.

Em 1982, a rua de calçamento recebe asfalto. Padaria, bancos, lojas e empreendedores dividem a Rua do Comércio com o fluxo de pessoas que continuava a aumentar.

Em 1996, Concórdia inaugura o Calçadão: um grande projeto que pretendia humanizar a área central do município. Bancos, piso em petit-pavê, luminárias modernas com painéis expositivos. Galeria de Arte. Banca de jornais. Muito verde fazendo sombra. Muita gente vivendo a cidade.

No novo século, em 2020, o Calçadão passa por uma grande transformação estrutural: Recebe calçadas novas, espaços de convívio e cabeamento de luz subterrâneo, que evidenciam a arquitetura do entorno. Ciclovia, banheiros, iluminação. Totalmente remodelado, segue com o propósito de humanizar e valorizar o centro de Concórdia.

A Rua do Comércio é um espaço de encontro, do novo com o velho. Das edificações antigas e contemporâneas. Do lazer e do trabalho. Do encontro com a nossa história como concordienses. E com aqueles que aqui passam para nos visitar. 

AUTOR

Artêmio Filho

Colunista convidado da FV, é administrador, produtor e gestor cultural de Concórdia, na Sabiá - Gestão Criativa
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