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18/12/2020 guia cultural

Na Tela: Enfim, o fim!

Para a última coluna do ano, escolhi uma série e um filme, um para fazer refletir e outro para divertir e tirar a mente dos problemas.

O ano de 2020 foi definitivamente atípico! Tivemos inúmeros desafios, e entre protestos, revoluções, discussões políticas e uma pandemia mundial, até os memes na internet brincavam que cada mês era a próxima “fase”, com um novo obstáculo. Para a última coluna do ano, escolhi uma série e um filme, um para fazer refletir e outro para divertir e tirar a mente dos problemas.


I may destroy you (HBO)

A minissérie da HBO conta a história de Arabella, uma escritora que está se tornando bem-sucedida e ganhando fama em Londres, e em uma festa é drogada e estuprada. Criada, escrita, dirigida e estrelada por Michaela Coel (que alguns conhecem do seriado Chewing Gum, na Netflix), a história é baseada em uma experiência real de Michaela, e foi uma das maneiras que ela encontrou para lidar com o próprio trauma.           

Sim, é um assunto pesado, e sim, como espectador (e homem) jamais realmente entenderei como é passar por isso, mas a maneira que a história de Arabella é contada (com um elenco de apoio incrível como os melhores amigos dela) subverte expectativas ao mesmo tempo em que tenta colocar quem assiste no meio da história, mostrando diferentes ângulos, modos com que este tipo de abuso acontece e como as pessoas ao seu redor podem reagir. A inclusão de momentos de humor ajuda a história se tornar menos explorativa, porém não tira a importância do trauma, conflitos e resoluções da protagonista. Episódios curtos, mas que ficam com você por um bom tempo após assistir, certamente no meu top de séries em 2020.



Tenet (Nos cinemas, dirigido e escrito por Cristopher Nolan)

Se você gosta de filmes de ação, com cenas grandiosas, explosões, belos cenários pelo mundo e com momentos “o que foi que eu acabei de assistir?”, esta é uma ótima indicação. Certamente não é o melhor de Nolan (indicarei A Origem sempre), mas em um ano com poucas estreias no cinema devido à pandemia, é bom demais ver um dos grandes nomes do cinema com sua nova criação. O filme conta a história do “protagonista” (John David Washington), que é recrutado pela organização de nome Tenet (que – difícil explicar – lida com uma tecnologia onde invertem o tempo para alguns objetos, a princípio), com o objetivo de parar uma nova guerra ou até a possível destruição do mundo. 

Como outros filmes do diretor, nem tudo fica 100% explicado ao final, mas assistir as incríveis cenas de ação, ver como o conceito de “tempo invertido” é explorado e se divertir com o elenco todo (eu gosto mais do Robert Pattinson a cada novo papel dele) é uma ótima experiência. Recomendo não ver sozinho, pois é possível que ao final do longa vá render algumas perguntas.



AUTOR

Guilherme Bonamigo

Colunista convidado da FV, é gestor de projetos e mora em Toronto, Canadá. É provavelmente tarde demais para perceber que assiste filmes e séries mais do que deveria.
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