Home > guia cultural > Na tela: E quem gosta de levar susto?
19/06/2020 guia cultural

Na tela: E quem gosta de levar susto?

Cinema e TV têm muitas opções de terror, suspense e vários subgêneros feitos para dar susto e deixar quem assiste tenso. O legal é ver quem está fazendo isso de maneiras diferentes.

Ari Aster escreveu e dirigiu dois filmes de terror que foram muito comentados, Hereditário (2018) e Midsommar – O mal não espera a noite (2019). São dois longas bem diferentes, mas que exploram o terror e como causar medo (e desconforto) em quem está assistindo. Midsommar, meu preferido dos dois, é uma escalada lenta e se passa em uma pequena comunidade na Suécia. Os visitantes tentam entender mais do cotidiano do “culto” e lentamente a história se desenrola. Poucas cenas chocantes são revezadas com muita calmaria e o filme, ao final, pode te deixar confuso, quem sabe frustrado, mas você vai lembrar e comentar sobre ele por um tempo. Uma das coisas que deixa o filme ainda melhor é que ele se passa quase inteiramente durante o dia, com muitas cores claras, sendo o contrário do que nos acostumamos no gênero. Os dois filmes estão disponíveis para streaming no Amazon Prime Video.



Qual meu tipo de horror?

Para quem rapidamente diz que não gosta de terror, é legal lembrar que o gênero pode significar muitas coisas e contar diferentes histórias. Uma dica legal é conferir a série American Horror Story (disponível para streaming na Globoplay), uma antologia, ou seja, cada temporada conta uma história diferente, com novos personagens, e sem relações com as anteriores (na maioria dos casos, devo dizer). As temporadas vão de possessões demoníacas a espíritos da floresta, serial killers, cultos, apocalipse, bruxas, etc., sempre tentando chocar e distorcendo o que esperamos de cada gênero. As temporadas um e dois (Murder House e Asylum) são favoritas para muitos, e eu, particularmente, gosto muito da sexta também (Roanoke), que não foi muito bem aceita pela crítica e pelo público. A série, que já tem nove temporadas, foi renovada para pelo menos mais três, e vale conferir.



Extra, para esperar ansioso

O Homem Invisível estreou nos cinemas brasileiros no final de fevereiro e muitos não tiveram a chance de assistir. O filme pegou um monstro clássico, mas mudou a proposta ao colocar a ex-mulher do vilão como protagonista (Elisabeth Moss, sempre incrível). Assim que chegar nos streamings, recomendo, pois fazia tempo que um filme não me deixava tão nervoso, esperando pelo próximo susto, quanto este. Logo disponível para alugar digitalmente no Brasil.


AUTOR

Guilherme Bonamigo

Colunista convidado da FV, é gestor de projetos e mora em Toronto, Canadá. É provavelmente tarde demais para perceber que assiste filmes e séries mais do que deveria.
LEIA TAMBÉM