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08/12/2025 direito

A vida é um sopro

E, muitas vezes, quando menos percebemos, sem nos avisar, ela já escapou por entre os dedos

Quem amamos parte sem pedir licença, sem aviso prévio, e de repente fica um lugar vazio à mesa, um silêncio que ocupa a casa inteira. 

A morte faz parte da vida, ainda que nunca estejamos verdadeiramente preparados para ela.

Mais cedo ou mais tarde, todos experimentaremos a ausência de um amigo, de um parente, de um grande amor. E o que fica, além da dor, é o desafio de seguir adiante, reorganizar o mundo e encontrar forças para recomeçar.

Quando alguém se vai, deixa também questões práticas a serem resolvidas — pensão, seguro, dívidas, bens a partilhar. Em meio ao luto, lidar com isso sozinho pode ser devastador. 

É justamente nesse momento que um profissional de confiança se torna fundamental. E esse profissional é o advogado.

Mais do que conhecimento técnico, o advogado precisa ter sensibilidade, tato e empatia. Ele precisa compreender que, diante dele, está alguém que perdeu “tudo o que tinha”: um vínculo, uma história, um afeto. 

Embora nenhum profissional possa devolver o que se foi, é possível oferecer clareza, segurança e orientação sobre o caminho que se abre depois da perda.

O inventário, tão temido por muitos, é cercado de dúvidas, mitos e preocupações. Cabe ao advogado ser a voz serena em meio ao caos — explicar possibilidades, alertar para riscos e guiar cada passo. É hora de esclarecer se o falecido era casado ou vivia em união estável, qual era o regime de bens, se deixou testamento, se tinha filhos, se os pais ainda são vivos, se há impostos pendentes. É muita responsabilidade para enfrentar sozinho.

Por isso, mais do que ter um bom advogado, é essencial ter um advogado de confiança. Alguém disposto a caminhar ao lado do cliente, segurando sua mão num dos momentos mais delicados da vida, tornando o processo o mais rápido e menos traumático possível.

O inventário não precisa ser longo, caro e/ou exaustivo. Ele pode, sim, ser justo, transparente e, surpreendentemente, mais ágil do que se imagina — desde que todos os envolvidos atuem de forma consciente e adequada.

A perda do ente querido já é dor e trauma suficientes; a partilha do legado patrimonial deixado não precisa ser assim. Por isso, consulte sempre um advogado.

AUTOR

Felipe Souza

Advogado, pós-graduado em Direito Processual Civil e em Direito Tributário, sócio do escritório Souza e Benin Advogados
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