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18/12/2020 papo cabeça

Papo com Prefeito de Chapecó

Antes de assumir oficialmente o cargo de prefeito de Chapecó pela terceira vez, João Rodrigues conversou com a FV sobre a responsabilidade em liderar a 5ª maior economia catarinense e o que podemos esperar do seu novo mandato.

Flash Vip - O que o senhor vê como principal prioridade que precisa ser trabalhada no município, na sua gestão ao assumir oficialmente o cargo de prefeito de Chapecó? 

João Rodrigues - A prioridade no momento é resolver o problema do abastecimento de água. O primeiro passo já foi dado em reunião com a Casan, três dias depois da minha eleição como prefeito. A Casan já deu algumas respostas, apresentou um cronograma de investimentos, alguns sugeridos por nós, no valor de R$ 21 milhões. Mas não é só isso. Essas são medidas emergenciais de perfuração de poços, reservatórios e limpeza do Lajeado São José. Nós queremos uma solução definitiva. Nos próximos dias vamos visitar o trajeto da barragem de Guatambu até o Rio Uruguai, que é a alternativa que achamos mais viável. A Casan tem pronto o projeto de captação no rio Chapecozinho, de quase R$ 200 milhões. Mas a licitação demorou tanto que agora não tem mais o dinheiro. Durante a campanha disse que a prioridade não é romper o contrato. Mas se for necessário, se a Casan não resolver o problema da água, daí sim rompo o contrato e vou criar uma Companhia Municipal de Água e Esgoto.


Logo na primeira semana após as eleições, o senhor reuniu os vereadores eleitos para uma conversa sobre a nova gestão. Como vê a importância em estreitar os laços entre os poderes Executivo e Legislativo? 

JR. Chamamos todos os vereadores porque queremos uma união para encararmos os desafios que temos pela frente, como a falta de água e a pandemia. Não dá para ficar brigando por besteira. A oposição foi eleita para fiscalizar e quero ser fiscalizado. Mas vamos votar o que tem que ser votado, o que é melhor para o povo de Chapecó. Vamos construir uma relação onde as ideias podem ser diferentes, mas com respeito. As portas da prefeitura estarão abertas para os aliados e para os opositores. Também gostaria que os vereadores que não são da nossa base, que conversem com seus deputados e busquem as emendas necessárias para Chapecó, que conversem conosco onde pode ser investido, e que possamos juntos inaugurar obras. Fiz esse gesto para mostrar que queremos o diálogo. E teve uma vereadora que nos relatou que em oito anos nunca tinha sido convidada para falar com o prefeito.


Este será o seu terceiro mandato como prefeito de Chapecó. O que o senhor vê como necessidade de fazer diferente e qual o maior legado que pretende deixar para o povo chapecoense? 

JR. Eu quero ser o melhor prefeito da história de Chapecó. Não é por vaidade, por placa ou por medalha. É pela minha honra. Depois de tudo o que passei, fazer 50.467 votos – 47,66% do total, com sete candidatos – é algo que me motiva ainda mais. Quero ser o prefeito que tirou o barro e a poeira da frente da casa das pessoas, que resolveu o problema da água, que fez obras que melhoraram a vida de todos. Quero ser o prefeito que fez a cidade crescer, gerar empregos e se desenvolver.


Estas eleições foram marcadas, também, pela participação deficitária dos eleitores, que em Chapecó somaram 31,82% entre abstenções, votos nulos e brancos – o equivalente a mais de 39 mil pessoas –, algo que foi recorrente em diversos outros municípios brasileiros. Ao que o senhor atribui a falta de participação da população nessas eleições, se isso vem como resquício da pandemia ou falta de interesse e confiança na política? Como recuperar ou reverter essa situação? 

JR. Acredito que a pandemia, o medo do contágio, foram os fatores que influenciaram no aumento das abstenções. Para diminuir esse número, primeiro tem que resolver essa questão de saúde. Os políticos também precisam recuperar a confiança do eleitorado, fazendo boas gestões, enxugando a máquina e prestando serviços de qualidade e com rapidez. A prefeitura não pode atrapalhar. Ela tem que ajudar o cidadão.


Foto: Leandro Schmidt


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