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15/08/2020 guia cultural

Na tela: e a viagem continua

Hoje vamos para a próxima “lição”, e em vez de viajar, vamos falar sobre dilatação do tempo.

Para quem conferiu a edição #88 da Flash Vip, o tema foi viagem no tempo e prometi continuar aqui no site. Então vamos lá!

Não vou entrar em muitos detalhes, mas a dilatação do tempo é quando a passagem do tempo é maior para um observador em movimento, quando comparada à passagem do tempo para um observador em repouso (obrigado BrasilEscola.com.br). Exemplo “simples” disso, é que os astronautas que viajam para fora do planeta e voltam para a Terra, retornam mais jovens do que deveriam estar (diferenças mínimas, mas existentes).


Interestelar (Christopher Nolan, 2014)

É difícil falar muito deste filme sem estragar a história. A premissa é que a Terra está se tornando inabitável, e Cooper (Matthew McConaughey) é um piloto que parte em uma missão com um time de cientistas para encontrar um novo planeta para os humanos. O conceito de dilatação do tempo aqui é levado ao extremo, e muito mais do que ficção científica, você vê os efeitos que isto causa (muito provavelmente acompanhados de lágrimas) em uma família. O filme fala também sobre diferentes teorias científicas (reais ou ficção) e conta com um elenco e fotografia incríveis. São quase três horas de duração, e em alguns momentos o filme parece longo demais, mas com certeza vai te deixar em um mix de confusão e satisfação, e é o tipo de filme que você precisa comentar com outras pessoas após assistir.


The 100 (The CW nos EUA, 6 temporadas no Netflix)

Aqui é mais uma desculpa para falar desta série que estou viciado, pois a dilatação do tempo aparece apenas SPOILER ALERT na última temporada, onde existem diferentes planetas, e o tempo passa diferente em cada um deles FIM DO SPOILER.

De qualquer maneira, é uma série que estou recomendando muito ultimamente. Ela começa na Arca, uma estação espacial que contém parte dos últimos habitantes da Terra, já que o planeta se tornou inabitável após explosões nucleares. Os recursos da Arca estão terminando, então eles enviam 100 adolescentes para a Terra, para “testar” se o planeta está pronto para receber humanos novamente. A série é do canal americano The CW, famoso antigamente por séries adolescentes, mas hoje se destacando por seus programas de heróis (Flash, Arrow, Legends of Tomorrow). The 100 tem uma pegada bem diferente, e consegue se reinventar a cada temporada. Tem personagem para amar, para odiar, e aqueles momentos que você odeia quem criou a série, e grita palavrões para a TV.

A sétima temporada (e última) está passando na TV americana agora, e logo sai no Netflix. São horas de entretenimento, e aquela sempre satisfação de assistir um final de série que foi planejado (independente de gostarmos ou não).


Menção Honrosa: Umbrella Academy (Netflix, 2 temporadas)

Baseada na HQ escrita por Gerard Way e ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá, a série acabou de ganhar sua segunda temporada no Netflix. A viagem no tempo acontece desde os primeiros episódios, quando aprendemos mais sobre os poderes de Cinco (um dos sete irmão com poderes especiais). Além de ser uma série divertida, e diferente dos “grupos de super-heróis” que estamos acostumados, é interessante conhecer a Comissão, uma “organização” que tem como objetivo garantir que a linha do tempo não sofra alterações.


AUTOR

Guilherme Bonamigo

Colunista convidado da FV, é gestor de projetos e mora em Toronto, Canadá. É provavelmente tarde demais para perceber que assiste filmes e séries mais do que deveria.
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