14ª edição consolida evento como a terceira maior feira do mundo no setor.
O que pode acontecer em 30 anos? Em Chapecó, esse período foi transformador. Mais de 100 mil novos habitantes chegaram ao município, empresas nasceram, universidades se estruturaram, a Chapecoense entrou para elite do futebol. No centro dos negócios, nas três últimas décadas, a Mercoagro – Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne – marcou seu espaço, superou expectativas e agora se consolida como a maior da América Latina e a terceira maior do mundo no setor.
Se há um nome que todos já ouviram na história da Mercoagro é o de Maria Antônia Siqueira Ferreira. Com sorriso fácil e presença firme, a coordenadora de comercialização da feira inspira credibilidade. Uma mulher valente, que sempre acreditou no potencial do evento, da Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC) e dos bons negócios.
Há sempre uma fila de amigos, expositores e clientes prontos para conversar com ela no estande da Mercoagro. “É uma emoção enorme lembrar que iniciamos tudo isso em 1996. Logo na segunda edição, em 1998, percebemos a participação das multinacionais e compreendemos o tamanho que a feira poderia ter”.
A coordenadora salienta que houve um período de transição, quando os sócios deixaram a operação da feira e venderam a empresa. Em 2015, a Mercoagro era atendida por outra empresa, que convidou o grupo a retornar. “Em 2016 não tivemos nenhuma multinacional expondo, porque precisamos recomeçar do zero. Mesmo assim, a feira foi linda. Não ocupamos os três pavilhões, mas trouxemos até empresas da Rússia. Já que elas não vinham até nós, fomos buscá-las”, relembra a coordenadora.
Maria Antônia recorda as lições deixados pelos desafios do passado e fala com entusiasmo sobre o futuro da Mercoagro. “Para a próxima edição, em 2028, posso te contar? Praticamente tudo já está renovado. Não é apenas um contrato, são vários. Os clientes querem renovar, pois entregamos negócios no lugar certo. E vale lembrar que nenhuma empresa é obrigada a participar. Elas vêm porque enxergam valor”.
Ela frisa o crescimento e a hospitalidade de Chapecó para a feira. “Hoje temos estrutura: hotéis, aeroporto, uma cidade que sempre recebeu bem desde a primeira edição. Em 1996, tínhamos apenas três hotéis. Um deles, inclusive, ampliou alugando o prédio ao lado para funcionar como hotel durante a feira. As casas das famílias também recebiam visitantes naquela época. Sempre foi uma visitação incrível. E agora, com mais de 42 hotéis e uma cidade com quase 300 mil habitantes, a estrutura é outra”.
Na condição de grande conhecedora da Mercoagro, Maria Antônia pontua: “As empresas precisam estar onde as coisas acontecem, onde estão as grandes cooperativas, perto dos seus clientes”.
Uma gravata de frangos. Gerson Maffi, fundador da Hightech, veste o agronegócio no peito e tem a alegria de dizer que está na Mercoagro desde a primeira edição. “O que está acontecendo com a feira é algo indescritível. A quantidade e, principalmente, a qualidade dos expositores nos deixam impressionados. Participamos de outras feiras internacionais, conhecemos bem esse cenário, mas a Mercoagro, nesta edição, está se superando, tanto pela qualidade quanto pela quantidade de visitantes. O volume de negócios, eu acredito, que também será muito grande. De todas as edições em que participamos, esta é, sem dúvida, a que nos traz mais alegria, mais surpresa e mais vontade de continuar”, afirma.
Segundo Maffi, ao longo desses 30 anos, a Hightech sempre teve retorno financeiro com a participação na Mercoagro. “Sempre foi positivo acompanhar esse crescimento. Inclusive, antes de começarmos a participar de feiras, éramos uma empresa muito pequena. Com a Mercoagro, conseguimos apresentar nossos produtos para a região e também para o mercado internacional. Hoje, recebemos visitantes de fora e temos clientes internacionais”.
Para o fundador da Hightech, o evento proporciona novos clientes, mas também amigos, com espaço para diálogos e muito networking. “Em todas as feiras em que participamos temos bons resultados, mas na Mercoagro é diferente. É como se fosse ‘dentro de casa’. A gente participa com muita dedicação, com muita preparação, e isso faz com que seja a feira que mais nos dá retorno”.
“Nós acreditamos na primeira edição da Mercoagro. Ela veio através da Maria Antônia, que eu costumo dizer que é nossa grande mentora”, ressalta com animação a CEO da Frigostrella do Brasil, Patrícia Santos. A empresa com sede em Vargem Grande Paulista tem 84 colaboradores internos, além de um escritório de vendas em Porto Alegre e representações fora do Brasil.
De acordo com Patrícia, a Mercoagro se consolidou como um espaço de negócios para o segmento de refrigeração, com público altamente direcionado. Ela explicou que a feira reduz o tempo gasto em abordagens e favorece negociações objetivas. “Não se perde tempo no estande. A gente já chega com a certeza de que os negócios vão acontecer e eles acontecem”, relata.
Entre os casos marcantes, Patrícia citou a parceria com representantes do Uruguai, iniciada na própria Mercoagro há mais de 25 anos. Segundo ela, foi durante a feira que a empresa firmou o contrato de representação, que se mantém até hoje e se tornou um dos principais canais no país.
A empresária adiantou que a edição de 2028 terá um significado especial, pois marcará os 50 anos da empresa. “Já estamos na Mercoagro 2026 pensando em 2028”, garante Patrícia.
Fonte: MB Comunicação
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