Home > guia cultural > Games: Something Old, New, Borrowed, Blue
19/06/2020 guia cultural

Games: Something Old, New, Borrowed, Blue

“Algo velho, algo novo, algo emprestado, algo azul”. Este ditado da língua inglesa, aqui traduzido livremente, costuma aparecer nos casamentos no Reino Unido e nos EUA.

Sim. A coluna contínua sobre jogos, mas como boa sorte é algo que andamos precisando, vou usar este ditado para abordar algumas sugestões.

Para nosso Something Old, entramos com Life is Strange (2015). Temos versões para quase todos os consoles, computador e celulares. O melhor: o começo dele é gratuito. No jogo, você vive a história de Max que, durante a aula de fotografia, tem uma visão de um tornado destruindo um farol. Logo no começo da narrativa ela descobre ter poderes que a permitem voltar no tempo e alterar o futuro, mas toda escolha acarreta em novos resultados. A narrativa é apaixonante e a jogabilidade acessível para todos os públicos.


O lançamento de Sky – Filhos da Luz para as plataformas Android (e a cerca de um ano para iOS) entra como nosso Something New. O jogo multi-premiado leva você através de sete reinos em que o objetivo dos jogadores é resgatar “estrelas” e levá-las de volta à suas constelações. Ele aborda fortemente mecânicas sociais e tem uma arte de encher os olhos. Mais uma sugestão gratuita.



Em 2017, foi lançado o jogo A Way Out para PS4, XBox One e PC. O jogo conta a história de uma fuga de prisão no melhor estilo do seriado Prison Break e funciona com mecânica cooperativa. Em duas pessoas, vocês avançam pela narrativa passando os puzzles e desafios que exigem muita sincronia. Mas por que ele entra no nosso Something borrowed? Porque apenas um dos jogadores precisa comprar o jogo. O outro pode baixar ele de graça.



O azul costumeiramente é tido como uma cor melancólica, mas existem histórias que a melancolia torna ainda mais bonita. Por isto, nosso Something Blue vai para Rime. Neste jogo você acorda como um garoto naufragado em uma ilha deserta e acompanhado por uma raposinha (coisa mais linda). Ao centro desta ilha existe uma grande torre e, a partir daí, seu objetivo é explorar essa região. Não se engane pelo visual cartunesco (e maravilhoso!) do jogo. Ele nos leva a reflexões sobre mortalidade, perda e um conjunto de alegorias que vão fazer seu coração se encher e chafurdar em uma deliciosa melancolia. É disponível para todos os consoles atuais e PC.



Pandemia é época de ficar em casa. Cuide-se, cuide dos seus, fica em casa e – claro – jogue bastante.

AUTOR

Angelo Parisotto

Colunista convidado da FV, é professor universitário. Joga mais do que é saudável, mas menos do que gostaria.
LEIA TAMBÉM