Sociedade
07/04/2026

O que move quem move o Jornalismo

Neste dia do jornalista, profissionais e acadêmicos compartilham o que continua os inspirando na profissão

AUTORA

FVcomunica!

Por Samara Vitória Baldoino


Enquanto para alguns a perspectiva de um trabalho altamente dinâmico, imprevisível e expansivo possa parecer assustadora, para muitos jornalistas essa rotina é a realização de um sonho.

Independente da área escolhida, desde o tradicional hard news até a docência, uma verdade universal sobre o jornalista é que amamos contar histórias. É uma arte que nos move e permeia todas as nossas decisões. Pensando nisso, a Flash Vip conversou com alguns profissionais para explorar essa paixão e discutir o que significa ser jornalista hoje.


Trilhando o caminho

Para alguns, a comunicação é um “chamado” desde cedo; para outros, é uma habilidade que floresce com o tempo. Quando a decisão de cursar Jornalismo é feita, a sala de aula se torna um espaço de trocas riquíssimas e fundamentais para o desenvolvimento profissional.

Vinicius Foletto, acadêmico do primeiro período de Jornalismo na Unochapecó, compartilha o que o moveu a se inscrever no curso. “Escolhi jornalismo porque sempre foi algo que me encantou. Olhar os profissionais noticiando fatos e fazendo com que as pessoas se informem do que está acontecendo no mundo é algo que sempre me fascinou. Estou gostando bastante do curso nesses primeiros meses, as atividades que estamos realizando estão me deixando com vontade de descobrir mais e mais coisas sobre esse mundo do jornalismo”, declara o estudante, que tem interesse na área do fotojornalismo.

O deslumbre inicial pela profissão é cativante, e por mais que a graduação ajude a firmar os pés no chão quanto à realidade de atuar na área, a paixão costuma ser inabalável. “Ao longo do curso a gente consegue conhecer o lado bonito da profissão, mas também o lado que não é fácil ser jornalista, tem dificuldades que apenas quem está nos bastidores sabe”, confessa Schaiane Bohn, egressa recém-formada em Jornalismo e atual assessora de imprensa da prefeitura de Caxambu do Sul. Schaiane reflete que, apesar das dificuldades encontradas no campo, como censuras editoriais e dilemas éticos em algumas redações, a graduação a preparou para essas situações e ela consegue manter seu carinho pela profissão intacta. “Eu me apeguei ao lado mais bonito do ofício, que é poder contar histórias de pessoas e poder mudar a realidade delas. A coisa mais especial do jornalismo é dar espaço para que a voz das pessoas seja ouvida de alguma forma”.


Acompanhando de perto

Uma das atuações mais importantes do jornalismo se encontra nas salas de aula. A responsabilidade que cada professor tem de auxiliar alunos inexperientes a se transformarem em profissionais capacitados para o mercado de trabalho é desafiadora, mas muito gratificante. A coordenadora e docente do curso de Jornalismo na Unochapecó, Angélica Lüersen, fala sobre essa sensação. “Hoje nós professores temos muitos egressos que são nossos amigos, colegas de profissão, atuamos em diferentes projetos conjuntamente e isso nos enche de orgulho”. O curso de Jornalismo na Unochapecó completa 30 anos em 2026, e o comprometimento daqueles que o fazem reflete nos profissionais capazes e habilidosos que se formam todos os anos.

Pensando em sua própria trajetória na área, Angélica não tem dúvidas de ter tomado a decisão certa. “Não consigo me ver tão completa em qualquer outra profissão. Eu me encanto todos os dias, me descubro sempre na sala de aula, na troca com os alunos e com os colegas, [nessa troca] eu sinto a vida, sinto essa relação com a profissão de uma forma muito íntima, e isso é um privilégio”.


Recado da Casa

Nossa equipe por trás do papel (ou da tela) já contou com diversos jornalistas, algo da qual a Flash Vip sente muito orgulho. Então, é claro que não poderíamos falar sobre o amor pela profissão sem ouvir diretamente daqueles que criam a FV com tanta dedicação e carinho.

Para Carol Bonamigo, sócia e diretora de Jornalismo da Flash Vip, o aspecto mais valioso é o lado humano. “O que mais me fascina na profissão é criar conexões com as fontes que confiam em mim para contar as suas histórias. Em como, através da humanização dos fatos, conseguimos criar uma verdadeira rede de empatia e tocar os corações de outros. Como é possível que alguém se enxergue na vida e no relato de outra pessoa, e através disso, reveja a sua própria história e se cure, de alguma forma”.

Matheus Graboski, jornalista na rádio Atlântida e colaborador da revista Flash Vip, admite que sua parte favorita é trabalhar com entretenimento e cultura pop. “O jornalismo é minha grande paixão porque me permite profissionalizar esse olhar crítico e levar conteúdo de relevância para o público”. Matheus se orgulha, com razão, em ser um dos principais comunicadores desse nicho na região. “Tenho certeza da minha escolha pela missão que assumi: viver da cultura no interior. Seja no rádio, na internet ou nas páginas da FV, sabemos que esse nicho costuma se concentrar apenas nos grandes centros, então, conseguir produzir e consolidar esse espaço na nossa região é o que me motiva diariamente. Ver que o público local consome e se identifica com essa curadoria me dá a certeza de que o jornalismo de entretenimento é, de fato, o meu lugar”, acrescenta.

A paixão por contar histórias e ouvir pessoas é uma verdade intrínseca da Flash Vip, pois acreditamos que todo mundo possui vivências que merecem ser ouvidas. Ter a oportunidade de conhecê-las e apresentá-las ao público é o combustível que nos move. 

“O que é mais fascinante no jornalismo é informar, formar e acrescentar conhecimento para outras pessoas. É ser plural, contar a notícia com todos os ângulos, apurar, investigar, questionar. A satisfação de trazer informações importantes para a sociedade. Os 23 anos da revista Flash Vip no mercado de Chapecó, credencia a paixão e a dedicação intensa ao jornalismo. Além do dinamismo da profissão — nunca um dia é igual ao outro”, declara Carla Hirsch, sócia-fundadora e editora-chefe da revista Flash Vip.

Pode parecer clichê, mas é verdade que o jornalismo se transforma todos os dias, os profissionais se reinventam em busca de alcançar cada vez mais pessoas, contar cada vez mais histórias e, com sorte, arrebatar o coração do público durante essa jornada. Nas palavras de Carla, “como não amar uma carreira onde sempre estamos aprendendo e interagindo com outras pessoas?”. 

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