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10/03/2022 responsabilidade social

Histórias de mulher para mulher

Nesta Semana da Mulher, conheça algumas reportagens produzidas pela Flash Vip que abordam e discutem a realidade feminina.

O Dia Internacional das Mulheres, comemorado em oito de março, nasceu da necessidade de  marcar a luta que, desde os anos 1960, reivindica a libertação da mulher e a igualdade de direitos e oportunidades, sem distinção de gênero. É uma data para lembrar os avanços conquistados pela união da classe perante a sociedade, mas também para discutir o que ainda precisa mudar.

A revista Flash Vip busca sempre trazer a seus leitores, através de entrevistas, matérias e reportagens, discussões acerca de assuntos de nosso cotidiano e sociedade, para que possam ser, muitas vezes, ressignificados e ganhar um novo olhar com mais compreensão e empatia. Nesta semana do Dia Internacional das Mulheres, compilamos alguns destes conteúdos – produzidos por mulheres – para que, através da informação, possamos ajudar a dar alguns passos adiante para um mundo mais igual, em que as mulheres não se sintam em uma posição de vulnerabilidade em relação aos homens e a sociedade como um todo.


Pela liberdade de ser mulher

Nesta reportagem especial da edição #93 da FV, a jornalista Diana Heinz aborda a luta antiga e contínua das mulheres contra violências e constrangimentos que se arrastam por anos, desde as raízes de nossa sociedade patriarcal. Esta história toma partida do caso Carolina Dieckmann, que em 2011 teve seu computador pessoal invadido por um hacker que teve acesso a 36 fotos íntimas da atriz. Ele exigiu R$ 10 mil para não publicar as fotos, contudo, a condição não foi aceita e as imagens foram divulgadas na internet. O crime deu visibilidade ao debate sobre a criminalização deste tipo de prática, relevando a sanção da Lei 12.737/2012, apelidada de "Lei Carolina Dieckmann", que passou a definir os crimes virtuais.

A partir deste ponto, a reportagem faz um recorte de casos no Oeste de Santa Catarina, em que a vulnerabilidade de mulheres foi explorada das piores maneiras. A reportagem traz os números de boletins de ocorrência registrados pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) envolvendo ameaça, lesão corporal, injúria, estupro, maus tratos, perseguição, importunação sexual, descumprimento de medidas protetivas de urgência, calúnia, difamação dos últimos quatro anos, que apontam uma queda resultante de políticas e leis de proteção à mulher que vêm sendo implementadas nos últimos anos. Confira relatos e as principais leis de proteção à mulher acessando este link.


Questão de escolha

Na edição #90 da FV, a jornalista Laura Fiori apresenta diferentes experiências de mulheres no período menstrual e os problemas que a falta de diálogo sobre o assunto podem acarretar tanto à saúde quanto à liberdade das mulheres. Uma pesquisa realizada em 2018 pela marca Sempre Livre revelou a realidade de 26% das mulheres brasileiras de idades entre 15 e 17 anos que não têm acesso a absorventes. Enquanto isso, em alguns países como a Escócia, o acesso gratuito a produtos utilizados durante o período menstrual é garantido por lei.

A falta de diálogo sobre “aqueles dias” faz com que a democratização da saúde menstrual seja um caminho ainda mais dificultoso para a parcela da população que mais necessita de educação e amparo, principalmente por conta de condições sócio-econômicas. Nesta reportagem, você confere o relato de jovens que buscaram diferentes formas de lidar com seu período menstrual e, no processo, conquistaram uma conexão ainda maior com seu próprio corpo e a natureza na qual ele habita. Confira o texto completo neste link.


Voo solo

Na reportagem especial de Carol Bonamigo para a edição #90 da FV, a jornalista aborda exemplos da realidade de 11,5 milhões de mulheres brasileiras que precisaram ou decidiram enfrentar o desafio da maternidade sem uma figura ao lado, como apontam dados de 2018 da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A visão estigmatizada e carregada de pré-julgamentos coloca as “mães solteiras” em uma posição que oscila entre super-heroínas e vítimas de uma história trágica. Olhar que é desconstruído pelos próprios relatos de mulheres que precisaram alocar grande parte de suas vidas para as responsabilidades da maternidade solo.

Nesta reportagem, você conhecerá as histórias de Carolina, Sandriellen e Maria dos Anjos, mães que traçaram o caminho da monoparentalidade e relataram as responsabilidades, as felicidades, os desafios e os pré-julgamentos da sociedade. Essas histórias você pode conferir na reportagem completa neste link.


A cultura do silêncio

Nesta reportagem especial da edição #77 da FV, Carol Bonamigo aborda a linha tênue entre elogio, inconveniência e assédio, assunto que passou a ser discutido mais abertamente a partir dos escândalos de assédio sexual que começaram a escapar de debaixo dos tapetes vermelhos de Hollywood em 2017. Quando as primeiras mulheres começaram a denunciar os assédios cometidos por produtores, diretores e demais nomes da indústria do cinema, muitas outras tiveram a iniciativa de fazer o mesmo, dando um fim a um ciclo de silêncio perpetuado pelo medo do fim da carreira e do constrangimento.

Se entre a elite do cinema já é difícil identificar e denunciar um caso de assédio, imagine para uma auxiliar administrativa de 18 anos que recém chegou a uma empresa, ou para uma mulher que convive com a sexualização de seu corpo naturalizada desde a adolescência e enfrentou constrangimentos dentro do próprio casamento. Culpa, desconfiança, medo das pessoas acharem que você está se oferecendo e autoestima destruída. Estas são algumas das dores carregadas por vítimas de assédio, que muitas vezes nem mesmo enxergam estar nesta posição. Esta história completa e outros relatos você confere na versão online da Flash Vip (necessário login na plataforma Issuu).


Fotos: Unsplash

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