Inicia nesta quinta-feira, 27, com mais de quarenta artistas. Confira a programação que acontece de maneira gratuita e itinerante por seis espaços da cidade
Com apresentações que surgem no caminho, sem barreiras, sem formalidades e profundamente democráticas, inicia nesta quinta-feira, 27, a segunda edição do FIC - Festival Instrumental de Chapecó. O projeto nasce com o objetivo de desenvolver um movimento cultural que descentraliza, aproxima, ocupa e humaniza a cidade. Criado para fortalecer a cena instrumental do oeste catarinense, o Festival se afasta da lógica de apresentações em espaços convencionais e leva a música até onde a vida cotidiana acontece – terminais urbanos, parques, museus, calçadões, projetos sociais e espaços comunitários. A proposta é clara: humanizar os espaços de passagem e promover o encontro entre música e pessoas.
Para o idealizador e produtor cultural Louis Radavelli, “o FIC existe porque a música instrumental merece circular, tocar quem passa e alcançar quem talvez nunca se colocaria diante de um palco tradicional. Queremos que o encontro aconteça de forma espontânea, natural, como acontece com os músicos de rua que nos inspiram. A cidade é viva e a música faz parte dessa pulsação”.
Inspirado na força histórica dos músicos de rua — artistas que ressignificam a rotina urbana — o FIC traz apresentações em locais estratégicos, selecionados por meio de pesquisa conduzida por uma cientista social. Esses espaços, de grande fluxo e convivência, ganham novas camadas e sentidos ao serem ocupados pela música instrumental.
“Quando levamos as apresentações para o Terminal Urbano, para o EcoParque ou para o Calçadão, por exemplo, estamos comunicando o nosso direito de acesso aos bens culturais e promovendo esse acesso na prática, além de abrirmos espaço para pensarmos e questionarmos a construção de uma cidade mais sensível e afetuosa. Propomos uma experiência que tem o objetivo muito claro: humanizar o dia a dia da nossa comunidade”, pontua a Produtora Cultural, Camila Almeida.
Além da ocupação poética do espaço urbano, o Festival reforça seu compromisso com a acessibilidade, com ações voltadas à comunidade surda. No sábado, o projeto desenvolve a sensibilização tátil do som, uma experiência sensorial que amplia o acesso à música para pessoas surdas e também oferece uma vivência ao público ouvinte.
“Este ano, a sensibilização tátil do som acontece no sábado, durante toda a programação do EcoParque, onde serão distribuídos balões que funcionam como condutores das vibrações do som, permitindo que os participantes percebem fisicamente cada acorde, cada nota, cada pulsação musical”, explica Louis Radavelli.
A Mostra Local é uma das novidades desta edição do FIC. A ação, que acontece em parceria com a Escola de Artes de Chapecó, Escola de Violão Daniel de Lima, Fábrica de Gaiteiros, Estúdio do Gere e músicos independentes, valoriza artistas da cidade, estimula a cena instrumental de Chapecó e cria pontes entre músicos e sua comunidade. São recitais e intervenções que transformam a rotina da cidade em espetáculo, aproximando o público de linguagens diversas — piano, vibrafone, violões, acordeons e formações alternativas. A ideia é valorizar quem faz a música instrumental acontecer e ter continuidade, como professores e estudantes, celebrando os talentos locais.
O artista principal desta edição é Mazin Silva, um dos maiores instrumentistas de Santa Catarina, reconhecido nacionalmente por sua técnica refinada e virtuosa. Mazin apresenta-se em trio com o show Balaio de Gato, projeto que atravessa 25 anos de criação artística e que dá nome à trilogia de álbuns lançada pelo músico. O título faz referência a mistura vibrante de ritmos, que combinam jazz, baião, bossa nova, rock e MPB, trazendo toda a versatilidade e sensibilidade musical do grupo..
27/11 – Quinta-feira
Mostra Local
8h – Jakson Kreuz – Ressoar (Recital de Piano)
Local: Terminal Urbano João Destri
11h – Fábrica de Gaiteiros Chapecó
Local: Calçadão Boulevard Benjamin Constant
17h – Coletivo Violões Despendurados
Local: Museu de História e Arte Antônio Selistre de Campos
18h30 – Rafa Teixeira – Recital de Vibrafone
Local: EcoParque
28/11 – Sexta-feira
Contrapartida Social
10h – Os Curiós
Local: Programa Viver
Mostra Local
14h – Recital Orquestra de Violões – Escola de Artes de Chapecó
Local: Terminal Rodoviário Raul Bartolomei
16h30 – Classe de Violão Suzuki – Escola de Artes de Chapecó
Local: Terminal Urbano João Destri
Atração Principal
17h30 – Mazin Silva Trio – Balaio de Gato
Local: Terminal Urbano João Destri
29/11 – Sábado – EcoParque
Ação de Acessibilidade: Sensibilização Tátil do Som (durante toda a programação)
15h30 – Karyni da Viola
16h – Bruno Lemes Quarteto
17h – Take One
18h – Quarteto Jazz sem Fronteiras
19h – Gere Blues Instrumental
Fonte: Girassol Cultural | Fotos atrações: Divulgação Artista
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