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01/04/2020 diário de bordo

O berço da humanidade

Gosto de conhecer lugares não tão comuns e com a África não foi diferente. Minha viagem começou em Johanesburgo e terminou em Cape Town.

Por Christiane Schuler Dal Piva

Vá preparado. Os safáris saem de madrugada. Minhas companhias foram: um bom café quentinho e binóculos a todo tempo
Vá preparado. Os safáris saem de madrugada. Minhas companhias foram: um bom café quentinho e binóculos a todo tempo

Um dos meus grandes prazeres da vida é viajar. Amo pesquisar, saber um pouco do local para o qual estou indo e, eu mesma, fazer meu roteiro, assim acredito que já chego um pouco mais familiarizada com o local.

Gosto de conhecer lugares não tão comuns, aqueles que poucas pessoas têm curiosidade de ir, e com a África não foi diferente. Há alguns anos já tinha dado uma passadinha por Johanesburgo e visto o quão maravilhoso seria voltar e ficar mais por lá. Dessa vez fiquei 15 dias viajando, sete dias de carro, sem destinos certos para ir, dormir e/ou conhecer.

Minha viagem começou em Johanesburgo e iria terminar em Cape Town. Johanesburgo é o maior município da África do Sul e uma das suas três principais capitais. Junto com Pretória, é considerada a capital Executiva do país. Uma cidade cosmopolita, grande e onde muitos vão para lá tentar “ganhar a vida”.

Dica: Contrate um guia local e dedique uns dois dias na cidade para conhecer, passear e mergulhar em história.

Museu do Apartheid

Além de contar toda história de luta do Nelson Mandela pelos direitos, conta um pouco da história da África do Sul e outros grandes acontecimentos do país. A entrada já retrata exatamente como se vivia antigamente.

Na casa de Mandela, onde ele morou quase toda sua vida. A casa hoje é aberta para turismo, dentro possui alguns objetos pessoais e alguns móveis ainda da época que morou lá.

Casa do Mandela / Museu do Apartheid
Casa do Mandela / Museu do Apartheid

Kruguer Park

É considerada uma das maiores reservas da África do Sul e uma das mais conhecidas para se fazer safari. Lá é possível ver uma grande diversidade de animais e, claro, os tais Big Five, que são leões, leopardos, rinocerontes, elefantes e búfalos.



Santuário dos elefantes

De Port Elizabeth seguimos em direção a Knsyna, onde visitamos o Elephant Park. Esse santuário dos elefantes, hoje abriga cerca de 10 animais que foram abandonados ou estavam machucados. Eles são cuidados ali e depois devolvidos ao lar.



Foram sete dias viajando pela Garden Route (ou Rota Jardim). Preferimos não ter hotéis reservados, dessa forma ficaríamos mais livres para parar onde achávamos que seria mais interessante conhecer. Tínhamos um roteiro com diversas dicas de cidades pela rota e um celular com GPS. Pronto! Nosso destino final, Cape Town.

Próxima parada

Cape Agulhas ou Cabo das Agulhas. Como adoro marcar alguns montinhos de conhecimento, esse é mais um dos pontos mais Austral conhecidos, dessa vez o do Continente Africano. Mapa do Continente no chão, com relevo das montanhas e diversidade do país.

Cabo das Agulhas
Cabo das Agulhas

De Cape Agulhas seguimos sentido Stellenbosch. Fica localizado ao lado de Cape Town e é uma das cidades mais importantes para produção de vinhos e óleos de oliva. Possui mais de 150 vinícolas.

E de lá seguimos para a tão esperada e última parada. Cape Town, a cidade das mil maravilhas. Chegamos cedinho e fomos direto ao bairro Bo-Kaap: uma rua com várias casas coloridas, hoje moram diversos descendentes de escravos, indianos e muitos muçulmanos.

Uma das 7 maravilhas

De lá fomos para a Table Mountain, considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo (e confirmo que é). Tem esse nome, pois todo seu topo é plano, sendo possível andar por quase todo ele. É possível subir por trilha ou Bondinho.



Cabo da boa esperança e Jardim botânico

A pontinha do continente Africano, onde acontece o encontro dos dois oceanos. Foi batizada de Cape Point ou Ponta do Cabo e ali que está localizado o Cabo da Boa Esperança ou Cape of Good Hope.

É considerado um dos maiores do mundo. Kirstenbosch National Botanical Garden. Tem uma passarela suspensa que atravessa quase todo o Jardim Botânico. Centenary Tree, tem 130 metros de comprimento e 12 metros de altura.

Cabo da boa esperança / Jardim botânico
Cabo da boa esperança / Jardim botânico

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