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16/06/2021 saúde

Doenças do inverno

Frio chegando e o aumento de casos de doenças respiratórias.

Em meio à pandemia, as gripes e resfriados comuns, bem como sinusites, rinites, entre outras não deixaram de existir. Mas e agora, como saber se estou com uma dessas doenças ou com o novo coronavírus? De fato, é difícil distinguir devido à semelhança dos sinais e sintomas, e por isso lançamos mão de exames como, por exemplo, o RT-PCR, para um diagnóstico mais preciso. 

Por conta desta similaridade, em meio à pandemia, solicitamos para o paciente com infecção de vias aéreas manter o isolamento social até uma melhor elucidação diagnóstica. 

A mudança de temperatura influencia nas infecções das vias aéreas superiores (IVAS), pois ficamos mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação e com uma maior concentração de poluentes no ar, deixando os ambientes mais frios e úmidos, o que pode proporcionar infecções. 

A Covid-19 também torna a transmissão mais vulnerável em ambientes fechados, pois acaba propiciando maior facilidade de infecção através de gotículas contaminadas (sua principal forma de contágio). Os sintomas mais comuns da Covid-19 são: cansaço, tosse seca e febre, podendo evoluir para falta de ar. Algumas apresentações menos frequentes se dão através de diarréia, dor de garganta, conjuntivite e dor de cabeça, além da perda do olfato e paladar.

Os resfriados comuns têm uma evolução mais branda, como tosse e coriza, dor corporal, febre baixa, mas que não atrapalha as suas atividades diárias. Já as gripes, causada pelo vírus Influenza, têm o quadro mais intenso, com uma dor corporal abrupta e intensa, febre alta, mal- -estar e dor de cabeça, porém embora possam apresentar diminuição do olfato pela congestão nasal, dificilmente causam distúrbios olfatórios ou do paladar.

As rinites têm como causa mais comum os alérgenos (poeira, ácaro, mofo), que devem ser tratadas não apenas com medicamentos, mas também com a higiene ambiental. 

Roupas guardadas, contato com ácaros, gotículas de saliva transmitidas através de tosses e espirros, além de compartilhamento de copos e talheres e até mesmo toalhas, deixam a pessoa mais vulnerável a contrair uma infecção.

Os vírus são responsáveis por 90% das tão faladas "ites". Existem inúmeros deles, portanto, mesmo o paciente sendo vacinado, pode adquirir a doença, devido a diversidade de sorotipos e novas cepas. Mas lembre-se, a vacinação é indispensável e evita casos graves da doença. Por isso é muito importante que ela esteja em dia. Devemos sempre ficar atentos aos critérios de indicações e contra-indicações de como e quando devemos tomar a vacina, baseado nas recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde. 

Todo quadro de infecção de via aérea persistente deve ter uma avaliação para verificar possíveis complicações. O recomendado é sempre seguir acompanhamento médico. A melhor maneira de evitar essas doenças é a prevenção.

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Lina Ana Medeiros Hirsch - Médica Otorrinolaringologista - CRM 16081 | RQE 12689


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Revista Flash Vip, contando histórias desde 2003.
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