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19/06/2020 diário de bordo

De moto ao Alasca

Em 31 de maio de 2015, três amigos (Achilles, Gustavo e Silvio, que os escreve), partiam de um café, no hotel Bertaso, no centro de Chapecó, para uma aventura inesquecível. Percorrendo 16 países e pouco mais de 25 mil quilômetros, fizemos um intensivo de

Por Silvio Mauro Gallon


Os amigos Gustavo, Achilles e Silvio / caminho de Whistler, Canadá



Largada da expedição com o carinho dos amigos / Chapecó


A viagem, que teve o nome de Expedição Três Américas, viveu a nuance entre a desenvolvida América do Norte e os contrastes da América Central, sem contar com as incríveis paisagens da América do Sul. Atravessar a Cordilheira dos Andes no inverno, com temperaturas de 18 graus negativos, a mais de 4.800m de altitude, embarcados em motocicletas, foi uma das passagens da expedição.

As lentes foram registrando tudo pelo caminho, paisagens, animais, cidades, festas locais, estradas e tudo aquilo que os olhos viam e, de alguma forma, atingia o coração.

Todos sabemos que o destino é menos importante que a viagem, mas quantos de nós o pratica? Qual é o destino de cada viagem, se não o retorno à sua casa, por mais humilde que seja? Então, o destino é sempre o nosso lar. O que equivocadamente chamamos de destino, é o ponto de retorno. Ou só aproveitamos a viagem na ida? Se o fazemos, é porque não entendemos, de fato, que o caminho é o mais importante!

Viajar de moto nos expõe ao clima, aos cheiros, à fragilidade, ao espírito livre e ao risco calculado e isto é a materialização do 'vivenciar', que é uma das razões da vida. Talvez seja por isso que, uma vez enfeitiçado pelo espírito do vento, seja tão difícil deixá-lo.


América do sul

As paisagens são deslumbrantes, selva, praias, montanhas, deserto, floresta, enfim, um contraste estonteante a cada trecho percorrido. A história da colonização pelos espanhóis e pelos incas, as misteriosas figuras de Arequipa no Peru e as belezas entre os vulcões do Equador, são algumas das centenas ou milhares de lembranças esculpidas em nossas mentes pelo vento, pela chuva e pelos quilômetros percorridos.


Paso de Jama, na divisa entre a Argentina e o Chile / Museu inca do vale sagrado, Cusco, Peru



Povoado flutuante Uro, Lago Titicaca / Parque nacional Lauca, Bolívia



Festa das armas, Puno, Peru



Caminho do vulcão Imababura, Equador

América central

Nos rendeu lindas histórias, nos mostrou sua cordialidade e nos recebeu em sua linda paisagem, como o litoral da Costa Rica e as praias caribenhas de Belize. Gastronomia, simpatia e uma riqueza cultural foram as heranças dessa América de ligação entre o Norte e o Sul.



San José, Costa Rica


América do norte

Tivemos um banho de civilização com as cidades norte-americanas e canadenses, pontos turísticos conhecidos. Mas também passamos por vilarejos muito pitorescos, parques naturais, recantos da história e chegamos ao inóspito Alasca, cruzando todo o seu território até a parte mais ao Norte, às margens do Oceano Ártico, no lugarejo de Dead Horse, em Prudhoe Bay.



Iseman, Alasca, EUA / Marble Kennyon, Arizona, EUA



Entrada do Alasca, EUA



Destruction Bay, Yukon / S.S. Klondike, o histórico navio a vapor que simboliza o desenvolvimento do extremo norte das Américas.


Amigo Juan, representando as inúmeras amizades que agregamos. S.S. Klondike, o histórico navio a vapor que simboliza o desenvolvimento do extremo norte das américas.


Leia o diário completo da expedição no blog expedicao3americas.blogspot.com.

Confira também na revista Flash Vip.


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