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31/05/2022 editorial

Carta da Carla #97

Nem o santo escapa dessa. O "ver para crer" proferido por São Tomé aos seus companheiros duvidando quando estes contavam sobre a ressurreição de Jesus.

Nos dias de hoje, certamente cairia no vídeo ou áudio reproduzido com a técnica de manipulação digital. Imagens que alteram não somente o cenário, mas também rostos, corpos e vozes. Tudo de forma hiper-realista. São os deepfakes.

Basicamente a distorção audiovisual é feita através dos algoritmos da Inteligência Artificial, usados para a criação de vídeos e áudios falsos. E as redes sociais estão aí, disseminando indiscriminadamente tanto as verdades quanto as mentiras que circulam na internet.

Os deepfakes têm o poder de abalar reputações, destruir ou construir personagens, colocar as pessoas em situações constrangedoras, humilhar, chantagear, difamar, atacar instituições, incitar violências políticas e causar danos irreversíveis, tanto pessoal quanto no coletivo, caso a verossimilhança não seja apurada.

"Uma imagem vale mais que mil palavras", citação do filósofo chinês Confúcio, era até então, utilizada para transmitir a ideia do poder da comunicação através das imagens. Podemos ainda nos valer disso?

Não resta a menor dúvida do quanto o mundo evoluiu através da tecnologia. Porém, como todo o progresso tem seu bônus, somos obrigados a conviver, também, com o seu ônus. E essa conta vamos ter que pagar.

Principalmente no período eleitoral, mais do que nunca, devemos nos atentar para os perigos do constante fluxo de informação e desinformação. A matéria especial desta edição retrata, quando e como surgiram os deepfakes. O perigo dessa tecnologia para uso indevido e mentiroso e as consequências sofridas pelos usuários que não souberem diferenciar o verdadeiro ou falso. É cada vez mais difícil, não por ignorância e sim pelo poder realista que os deepfakes exibem.

Peço licença ao leitor para, neste espaço, prestar uma homenagem ao mais antigo colaborador da revista Flash Vip: Theodoro Pereira dos Santos, o colunista Kiko.

Partiu precocemente, deixando um legado histórico para Chapecó. Por muitos anos participou, produziu e registrou eventos sociais. Um ícone no colunismo social, um amigo querido, um colega alegre, divertido e companheiro.

Deixa saudades dos nossos bons momentos e as melhores lembranças. Kiko, que você encontre a paz que tanto buscava! E assim como ele sempre falava: Um luxo!

AUTORA

Carla Hirsh

Jornalista, especialista em Marketing, criadora da Flash Vip.
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