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06/04/2022 editorial

Carta da Carla #96

E entramos em 2022 ainda com essa pandemia. Já no terceiro ano do novo coronavírus, de tempo em tempos somos apresentados às novas variantes, que surgem ali ou acolá nesse mundão afora. As máscaras, já mais que inseridas no cotidiano, agora aos poucos caem, ou por estratégias políticas ou também por entender que não são mais necessárias.

Ouvi falar que já estão pensando em "promover" de pandemia para endemia. Que assim seja para, quem sabe, logo voltarmos aos tempos em que só conhecíamos pandemias nos filmes.

Será que um dia voltaremos ao "normal"? Não, nunca mais.

Não há como negar que, diante desse acontecimento, os hábitos da população mudaram. E tivemos alguns aprendizados importantes que podem ser levados para o resto de nossas vidas.

Os hábitos de higiene, não sei se vivo mais sem álcool em gel; O home office definitivamente veio para ficar, uma economia de transporte, tempo e dinheiro; A empatia exercitada diariamente, o mundo não gira apenas ao redor do nosso umbigo; Conexão com a natureza, nunca um passeio ao ar livre em meio ao verde teve tanta importância; Consumo consciente, o cinto de todos apertou; Cuidados com a saúde física e mental, o confinamento mexeu com o modo de vida, além de termos que lidar com as perdas de familiares e amigos.

A pandemia também nos aproximou, muito mais ainda, da "solidão" no meio de milhões de pessoas conectadas à internet. Nunca na história as pessoas foram tão dependentes de aparelhos eletrônicos. Sendo assim, a disruptura dos negócios tradicionais foi inevitável nesses tempos.

Surgem então diferentes modelos de serviços. Um novo conceito é low touch economy, em uma tradução livre pode ser entendido como "economia de pouco contato", ou economia de baixo contato. 

Pensando em inserir os nossos leitores nesta recente realidade, buscamos saber mais sobre as plataformas criadas para qualquer pessoa vender fotos, vídeos e textos. Permite que criadores de todos os tipos interajam com seus fãs e sejam remunerados pelo que produzem. Basicamente, são pagos para postar em suas redes sociais. A britânica OnlyFans e a brasileira Privacy são as plataformas onde é rentabilizado o conteúdo, principalmente o erótico. Fica a reflexão também sobre do que estamos mais carentes e pelo que estamos mais dispostos a pagar.

Novos tempos, novos dias. A humanidade está se reinventando na maneira de consumir informação, no entretenimento, nas compras e vendas, nos produtos e serviços, no modo de vida. 

Finalizando esse editorial, um apelo a Deus para acabar essa pandemia. Um apelo aos homens para levantar a bandeira da paz e não fazer mais guerras.


Um superbeijo e ótima leitura!

AUTORA

Carla Hirsh

Jornalista, especialista em Marketing, criadora da Flash Vip.
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