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07/04/2021 editorial

Carta da Carla #91

Até quando?

Bateu na nossa porta, entrou sem pedir licença e assolou as famílias. Não estava apenas nos noticiários. Mais de um ano sendo a principal e exaustiva notícia. Virou realidade dentro da nossa própria casa. Uma sequência de enfermos e, consequentemente, mortes. Assim foi com o pai da Carol, com o primo da Elu, com a amiga da Carla... e o que antes eram números começaram a ter nomes. Juacir, Gilson, Catarina. Partes de nós se foram, deixaram de existir para sempre...

Vidas!

Até quando?

Até quando vamos disputar uma vaga na UTI?

Até quando vamos nos distanciar?

Até quando vamos politizar a pandemia?

Até quando as pessoas vão se aglomerar clandestinamente?

Até quando a falta de conscientização e falta de empatia vai vigorar?

O que aprendemos?

Não gostaria de, novamente, escrever sobre a Covid-19, porém, estamos atravessando o pior momento da pandemia.

Está muito difícil pôr no papel sem ser repetitiva, sem bater sempre na mesma tecla.

Por que, atualmente, está pior que a um ano atrás, que não sabíamos nada?

Sinceramente estou cansada e acredito que vocês todos também.

A polarização da discussão e procura de culpados pelo crescimento exponencial de novas cepas do vírus chegou ao cruel limite de julgamento massivo de todos contra todos. Vide as redes sociais, que atualmente viraram, além de palco para discussões e ofensas, a função de obituário. Uma verdadeira lástima!

E a lição de casa, a própria população não faz. As praias lotadas e as festas do fim de ano comprovaram isso. A lenta distribuição das vacinas (pelo menos por enquanto), as divergências médicas de tratamento e mais um outro tanto de "culpados".

Contraditório? Pode ser!

Confuso? Tanto quanto a nossa vida, que virou do avesso!

Mas, graças a Deus e a ciência, chegou a vacina. Com ela, a esperança de que dias melhores virão. A única maneira de conseguir controlar a disseminação do vírus e diminuir o elevado número de doentes e mortos é a imunização em larga escala. Até que atinja uma porcentagem significativa da população a ponto de nos permitir voltar a viver sem tantos protocolos.

Vai levar alguns meses. Enquanto isso, é de suma importância que todos mantenham as medidas de prevenção contra o vírus, mesmo aqueles que forem vacinados.

Agora vamos esperar a vez de cada um, respeitar as listas de prioridade, ficar em casa, manter o distanciamento, usar as máscaras e muito álcool gel.

Meus sinceros sentimentos aos familiares das mais de 310.694 vítimas da Covid-19 no Brasil (até o fechamento desta edição).


Boa leitura!


AUTORA

Carla Hirsh

Jornalista, especialista em Marketing, criadora da Flash Vip.
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