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31/05/2022 guia cultural

Better Call Saul

Além de Breaking Bad

Tenho que assistir os episódios, que saem às terças e nunca todos juntos, sempre duas vezes. Não quero perder nenhum detalhe…

As cenas de abertura ficam na memória por muito tempo e parecem melhorar a cada uma das seis temporadas. Você sabe, toda série que passa de quatro temporadas merece ao menos alguma atenção.

Se contar a série original, essa já está na décima primeira. E tenho – quase que compulsivamente – que discutir cada episódio. Tem personagem icônico, crítica social, drama, romance, humor refinado e muita habilidade narrativa.

Você vai pirar com a história, confia em mim. Mas presta atenção nas outras coisas também: onde a câmera está? Por quê? Quem ela quer que você seja nessa situação? Por quê?

Para os aficionados por expansão de trama, no mesmo universo já teve filme, outra série e alguns livros. Isso sem falar na quantidade de TCCs.

Better Call Saul – inacreditavelmente ignorada no Brasil – é um fenômeno de popularidade global, premiada em crítica e renda.

Talvez seu público não esteja na Netflix, que por aqui tem direitos exclusivos sobre a produção da AMC. Mas com certeza a qualidade agrada tanto a quem já amava Breaking Bad quanto aos recém-chegados em Albuquerque, New Mexico.

É possível que falte só um ajuste de plataforma pra série explodir como The Office ao chegar ao Prime Vídeo. Aproveita o friozinho e aposta nessa, que é certeza de diversão. Depois me agradece.

AUTOR

Elvis Picolotto

Colunista convidado da FV, é membro fundador do Núcleo de Estudos em Cinema da UPF e gerente de comunicação na Berenice Criativa
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