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30/03/2020 saúde

Aneurisma da aorta

Uma doença silenciosa que pode ser fatal

Por Fernando Bonetto Schinko*



A aorta é a principal artéria do corpo humano, é ela que leva o sangue diretamente do coração para todos os tecidos, por ela passa todo o sangue em poucos minutos e, por isso, tem importância vital.

Das doenças da aorta, o aneurisma constitui em uma patologia de importância significativa, pois começa a aparecer por volta dos 50 anos, comprometendo quatro vezes mais homens que mulheres, mas elas também podem apresentá-lo. Cerca de 6% da população acima dos 80 anos pode ser portadora do aneurisma sem nem sequer saber que tem.

O aneurisma é a dilatação da aorta e diversas causas estão implicadas no seu aparecimento, entre elas a idade, a pressão alta e, principalmente, a história familiar, sendo que aproximadamente 20% dos pacientes com familiares de primeiro grau (pais e irmãos) com aneurismas podem apresentar o mesmo problema.


Doenças silenciosas, praticamente sem sintomas sequer, podem passar despercebidas até o momento derradeiro, quando se rompem, e nesse momento se tornam uma das mais mortais do mundo — cerca de 40% podem nem ter tempo de procurar ajuda especializada e dos que conseguem chegar ao hospital, 80% não sobrevivem.

Quando os aneurismas estão para se romper, os pacientes, até então assintomáticos, apresentam dor na barriga, às vezes desmaio, palidez, tontura, sudorese e pressão baixa. Neste momento é necessário tratamento imediato.

Para diminuir as chances de problemas relacionados a essa doença, é fundamental o diagnóstico precoce. A avaliação médica de rotina, com cirurgião vascular, permite que se levante a suspeita, mas integram o grupo de risco pessoas com mais de 50 anos, tabagistas, hipertensos e que têm histórico familiar positivo para aneurisma da aorta.

Nos pacientes com alta chance de apresentar o aneurisma se realiza o exame físico e, se a suspeita persistir, pode-se fazer um ultrassom e avaliar a parede da aorta — isso permite o diagnóstico precoce e instituir o tratamento correto e evitar as complicações.


*Fernando Bonetto Schinko CRM/SC 11403 / RQE 10908

Colunista convidado da FV, Médico especialista em Cirurgia Vascular, Endovascular e Doppler Vascular

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